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Polícia Civil deflagra Operação “Fraus” contra fraudes digitais

Publicada em: 27/08/2025 09:08 -

Polícia Civil deflagra Operação “Fraus” contra fraudes digitais

Empresas liberavam mercadorias após transações falsas e ficavam com o prejuízo quando os pagamentos eram cancelados

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Avaré, deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação “Fraus”, que investiga um sofisticado esquema de fraudes digitais responsável por prejuízos milionários a empresas de diferentes estados. A ação da DIG de Avaré cumpriu oito mandados em Botucatu e mira golpe milionário que vitimou empresas em várias regiões do país.

De acordo com as investigações, os criminosos agiam com alta organização: criavam perfis falsos em aplicativos de mensagens, se passavam por representantes de companhias idôneas e solicitavam orçamentos de ferramentas, bombas hidráulicas, equipamentos eletrônicos e outros produtos de alto valor comercial.

Para dar veracidade à farsa, utilizavam nomes, documentos e dados corporativos previamente coletados em meios digitais. Após o envio dos orçamentos, fechavam as supostas compras por meio de links de pagamento online e apresentavam comprovantes bancários falsificados. Em alguns casos, recorriam a cartões de crédito clonados.

As empresas, acreditando na negociação, liberavam a mercadoria. Dias depois, os verdadeiros titulares contestavam as transações, e os bancos estornavam os valores. Resultado: as vítimas ficavam com o prejuízo, enquanto os criminosos revendiam rapidamente os produtos.

Prejuízos milionários

Uma das empresas lesadas, localizada em Avaré, sofreu um golpe estimado em R$ 150 mil. A fraude só foi descoberta após a entrega da mercadoria, quando o pagamento foi cancelado pela instituição financeira.

Com base nas provas levantadas, a DIG identificou ao menos três suspeitos, com idades entre 25 e 38 anos. Durante a operação em Botucatu, foram apreendidos celulares, ferramentas elétricas, bombas hidráulicas e equipamentos eletrônicos, todos encaminhados para análise pericial.

Testemunhas também prestaram depoimentos — alguns gravados em vídeo — reforçando os indícios de participação dos investigados.

O golpe passo a passo
1. Perfis falsos – Criminosos criavam contas em aplicativos de mensagens, simulando serem representantes de empresas sérias.
2. Solicitação de orçamentos – Usavam nomes, documentos e dados reais para dar credibilidade.
3. Compra simulada – Pagamentos eram feitos com cartões clonados ou comprovantes bancários falsificados.
4. Liberação da mercadoria – As empresas acreditavam na negociação e entregavam os produtos.
5. Cancelamento do pagamento – Transações eram contestadas e os valores estornados.
6. Prejuízo – Mercadorias já revendidas, deixando as empresas no prejuízo.

Investigações em andamento

A Polícia Civil segue com diligências para identificar outros envolvidos, rastrear a circulação das mercadorias e impedir novas fraudes. Segundo a DIG, o esquema já movimentou valores que ultrapassam milhões de reais e atingiu empresas de diferentes segmentos.

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