Família denuncia negativa de exames e pede apuração após óbito fetal no HC da Unesp
Gestante de 21 anos relatou redução dos movimentos fetais durante o pré-natal e afirma que não recebeu exames nem encaminhamento adequado; caso será apurado
A família de uma gestante de 21 anos, moradora de Itatinga (SP), denunciou possíveis falhas no atendimento prestado durante o pré-natal e no Hospital das Clínicas da Unesp, em Botucatu, após a ocorrência de óbito fetal seguida de aborto espontâneo, registrada no mês de janeiro de 2026. O caso está sendo acompanhado por advogada e deverá ser objeto de apuração técnica.
De acordo com o relato registrado, a gestante procurou atendimento em unidade básica de saúde (UBS) durante o pré-natal relatando redução dos movimentos fetais. Ainda segundo a família, ela teria sido informada de que a gestação estaria em 38 semanas e que não haveria necessidade de realização de exames específicos ou emissão de carta de encaminhamento para o parto no HC da Unesp.
Consta na ocorrência que, no dia 7 de janeiro de 2026, a gestante buscou atendimento no Hospital das Clínicas da Unesp apresentando dores abdominais e movimentos fetais considerados irregulares. Na ocasião, após avaliação, teria recebido orientação de que não havia anormalidades e foi liberada.
No entanto, em 14 de janeiro, diante da piora do quadro clínico, a jovem retornou ao hospital, quando foi constatado o óbito fetal. Em seguida, ocorreu aborto espontâneo. A declaração de óbito aponta causa não especificada.
Segundo a defesa da família, a gestante realizou posteriormente um ultrassom particular, no qual teria sido identificada apresentação pélvica do feto, com indicação de intervenção imediata por meio de cesariana. A alegação é de que não teria sido realizado exame de ultrassonografia em momento considerado essencial na rede pública, e que as queixas relacionadas à diminuição dos movimentos fetais teriam sido minimizadas durante os atendimentos anteriores.
A mãe também relata que a comunicação do óbito ocorreu de forma direta e considerada brusca, agravando o sofrimento emocional. Além do luto, a família informa que a jovem segue em acompanhamento médico e realização de exames, diante da suspeita de infecção e risco de possíveis complicações à sua saúde.
Ainda conforme a ocorrência, a paciente afirma que solicitou acesso ao prontuário e à ficha médica, mas que a entrega dos documentos teria sido recusada até o momento.
A advogada da família, Dra. Suzana Dente (OAB/SP 416.506), especialista em Direito à Saúde, informou que já estão sendo formalmente requeridos prontuários, exames e a preservação de todos os registros médicos relacionados ao atendimento, com o objetivo de viabilizar uma apuração técnica dos fatos e eventual responsabilização, ressaltando que não há pré-julgamentos, mas a necessidade de esclarecimento completo do ocorrido.
O caso deverá ser analisado pelos órgãos competentes para verificação das condutas adotadas durante o pré-natal e o atendimento hospitalar.
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