Operação “Cali” apreende quase R$ 42 mil e prende seis suspeitos em Taquarituba
Ação da Polícia Civil desarticula grupo investigado por tráfico de drogas e associação criminosa
A Polícia Civil prendeu seis pessoas e apreendeu R$ 41.891,00 em dinheiro durante a deflagração da Operação “Cali”, realizada na manhã desta quinta-feira (26), nos municípios de Taquarituba e Itaí. A ofensiva teve como alvo um grupo investigado por tráfico de drogas e associação criminosa, suspeito de atuar de forma estruturada na região.
Cinco prisões ocorreram em cumprimento a mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. Um homem, de 42 anos, foi preso em flagrante durante o cumprimento de mandado de busca domiciliar, após a localização de entorpecentes e dinheiro em seu veículo.
A maior apreensão financeira foi registrada em uma residência no bairro Pedro de Barros, onde os policiais localizaram R$ 41.780,00 em cédulas diversas guardadas no interior do imóvel. No mesmo endereço foram apreendidos um veículo VW/Saveiro 1.6, ano 2009, e uma motoneta elétrica sem placa de identificação aparente.
Em outra diligência, investigadores encontraram duas porções de substância com características de cocaína dentro de um automóvel, além de R$ 111,00 em espécie. O responsável pelo veículo recebeu voz de prisão em flagrante por tráfico de drogas.
Entre os presos por mandado estão homens de 45 e 34 anos e mulheres de 22, 34 e 30 anos, apontados como integrantes do grupo investigado. Todos foram submetidos a exame de corpo de delito e permanecem custodiados à disposição da Justiça.
Estrutura organizada e divisão de funções
De acordo com o relatório policial, o grupo atuava com divisão de tarefas bem definida. Havia integrantes responsáveis pela liderança, outros pela logística de distribuição, arrecadação de valores e intermediação das vendas, além de pessoas encarregadas da ocultação de recursos.
As apurações identificaram intensa movimentação típica de ponto de venda de drogas, com usuários se dirigindo rapidamente aos locais monitorados. A investigação também constatou o uso de veículos e meios alternativos para a entrega de entorpecentes, estratégia que buscava dificultar a identificação dos responsáveis.
Movimentação financeira e ostentação
A movimentação financeira chamou a atenção dos investigadores. Segundo os autos, os valores circulavam principalmente em espécie e por meio de transferências fracionadas via PIX, muitas vezes em contas de terceiros, como forma de fragmentar o fluxo de dinheiro e dificultar o rastreamento bancário.
O relatório também aponta um padrão de ostentação por parte de integrantes do grupo. Publicações em redes sociais exibiam dinheiro em espécie, consumo em bares e demonstrações públicas de poder aquisitivo consideradas incompatíveis com as atividades formais declaradas.
Para a Polícia Civil, essa exposição tinha caráter estratégico, funcionando como afirmação de poder, reforço de hierarquia interna e ampliação da influência do grupo no meio social onde atuava.
Durante as buscas, diversos aparelhos celulares foram apreendidos e passarão por análise técnica. Mensagens preliminarmente identificadas indicam tratativas relacionadas à aquisição de drogas e pagamentos eletrônicos.
A Operação “Cali” é desdobramento de inquérito que apura crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei de Drogas. As investigações continuam, e a análise do material apreendido poderá resultar em novas medidas judiciais.
A delegada titular de Taquarituba, Camila Rosa Alves, destacou que a operação é resultado de trabalho técnico e contínuo. Segundo ela, a apuração revelou não apenas a prática reiterada do tráfico, mas uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e movimentação financeira significativa, além de indícios de enriquecimento ilícito.
Após a audiência de custódia, os presos deverão ser encaminhados para unidades do sistema penitenciário estadual.
