
PARDINHO: Criança com Transtorno do Espectro do
Autismo (TEA) teria sido agredida e humilhada em Pronto Atendimento de Saúde
Mãe Denuncia Descaso e Cobra Providências das Autoridades
Na manhã desta terça-feira (14), um incidente no Pronto
Atendimento de Saúde de Pardinho causou revolta. Uma mãe, visivelmente abalada,
registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia após relatar que seu
filho, de 10 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA),
foi agredido por um funcionário da limpeza do local.
De acordo com a mãe, ao chegar ao pronto atendimento para
uma consulta psicológica, a criança, que é fascinada por óculos, se aproximou
de um funcionário e tentou tocar no acessório. No entanto, em vez de receber
compreensão, o menino foi surpreendido com um tapa no braço, ação que, segundo
a mãe, causou dor e grande agitação no garoto.
Ao questionar o funcionário sobre a atitude, a mãe relata
ter recebido respostas agressivas, como: "Ninguém vai tirar meu
óculos" e "Por que você não segura o seu filho?". O
constrangimento teria sido ainda maior quando mãe e filho foram forçados a sair
pela porta da cozinha para evitar o corredor onde o funcionário se encontrava.
A mãe descreveu a situação como "extremamente humilhante".
O impacto emocional foi devastador. "A criança ficou
tão nervosa e agitada que sequer conseguiu ser atendida pela psicóloga",
relatou a mãe, destacando que esperava acolhimento em um ambiente de saúde, mas
foi recebida com descaso e agressividade. Ela cobra providências para evitar
que outras famílias enfrentem situações semelhantes.
Administração Municipal se Pronuncia
A Diretora da Saúde do município, Josiane de Carvalho Rocha,
que assumiu o cargo há apenas 12 dias, lamentou profundamente o ocorrido e
reconheceu a precariedade no atendimento a crianças com TEA. Segundo Josiane,
atualmente essas crianças são atendidas em uma sala improvisada dentro do
Pronto Socorro, o que não é adequado para suas necessidades.
“Estamos buscando um espaço apropriado para o atendimento
dessas crianças, sem o fluxo intenso de pacientes e com profissionais
capacitados. Apesar disso, o incidente é inadmissível. Iremos apurar os fatos
com responsabilidade e empatia. Há uma necessidade urgente de humanizar os
serviços de saúde no município”, afirmou a diretora.
Investigação em Andamento
O caso está sendo investigado pelas autoridades competentes.
Testemunhas e envolvidos serão ouvidos para que os fatos sejam esclarecidos e
as medidas cabíveis sejam tomadas.
O Canal Cuesta Interativo acompanhará o desdobramento
do caso e continuará cobrando respostas das autoridades.