
Filho empurra corpo da mãe morta em cadeira de rodas pelas ruas do Rio e gera revolta
Na manhã desta quarta-feira (22), uma cena impactante chocou moradores da rua Cândido Benício, no Campinho, zona norte do Rio de Janeiro. Um homem foi flagrado empurrando o corpo da própria mãe, Aurora do Nascimento Marques, de 100 anos, em uma cadeira de rodas. Acusado por populares de ter matado a mãe, o homem foi hostilizado e chegou a ser agredido.
Segundo relatos do próprio homem à polícia, Aurora começou a passar mal na terça-feira (21). Apesar de o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ter sido chamado, a idosa faleceu em casa antes da chegada da equipe. Uma médica atestou o óbito, e ele foi informado de que agentes do Serviço Social iriam buscar o corpo, o que, segundo ele, não ocorreu.
Diante da demora na remoção, o filho decidiu levar o corpo até o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da Praça Seca, localizado a cerca de 1,2 km de distância. Durante o trajeto, ele foi abordado por pedestres que o acusaram de cometer o crime. Além das agressões, o homem também relatou à polícia ter recebido ameaças de traficantes que o expulsariam da comunidade.
A Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM) confirmou que o caso está sendo investigado, incluindo as agressões sofridas pelo homem e as circunstâncias da morte de Aurora. O corpo da idosa foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) pelos bombeiros, que afirmaram ter sido acionados apenas às 7h54 desta quarta-feira.
O episódio levanta questionamentos sobre a demora na prestação de serviços essenciais e expõe a fragilidade do sistema de assistência social em situações extremas, como a vivida pela família.
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